Marco Pigossi se casa com cineasta italiano em cerimônia discreta, para poucos amigos!



 Marco Pigossi se casa com cineasta italiano em cerimônia discreta, para poucos amigos!

O ator brasileiro Marco Pigossi, de 34 anos de idade, apareceu de aliança na web, nesta sexta-feira (29), após se casar com o cineasta italiano Marco Calvani, de 43 anos. Os dois se casaram na última terça-feira (26), na zona oeste de São Paulo, em uma discreta cerimônia no apartamento de Pigossi


Marco Pigossi detalha reação da família ao apresentar o namorado hoje marido, admite sobre o pai: 'Não há naturalidade'

Marco Pigossi abriu o jogo sobre seu processo desde que se descobriu gay.

Desde que se assumiu publicamente como um homem gay, no ano passado, Marco Pigossi se livrou do estereótipo de persona hétero que foi imposto a ele e ganhou uma certeza: levaria para o campo profissional a causa LGBTQIAP+. Em um relacionamento com o cineasta italiano Marco Calvani, Pigossi detalhou como foi apresentá-lo à família.

"Com meu pai, é sempre tenso, não há naturalidade.  Existe um ideal político que distância a gente. Ele nunca vai me pegar pelo braço e se unir nessa causa. Diferentemente do amor incondicional da minha mãe", destacou.

Marco Pigossi fala sobre processo desde que se descobriu gay

No entanto, Marco Pigossi contou que o processo ao se descobrir gay foi cercado de solidão e sofrimento. O artista afirmou que na escola e em casa se escondia. Ele disse que com os pais nunca teve abertura para conversar sobre o assunto.

"Eu rezava, pedia a Deus para me consertar. A homofobia é tão enraizada que, por mais que a gente assuma, ainda vai lidar com o preconceito interno. Vesti a máscara heterossexual, sempre fui observado pela beleza. Fiz esse personagem hétero para me esconder, o que deixou minha vida mais confortável. E sou branco, privilegiado, classe média, filho de médicos. Imagina quem está na favela, é negro", comentou ao jornal "O Globo".

Solidão acompanhou Marco Pigossi durante esse tempo

Na escola, Marco Pigossi não descia para ir ao recreio e até dispensou uma viagem de formatura. O artista confessou que a salvação veio através do teatro. "Conheci corpos gays ali. Era um alívio deixar de ser eu. O que era uma fuga, mas carregada de carga cultural, do despertar como pessoa", observou.

De acordo com Marco, o fundamental é fazer as pazes com você mesmo para conseguir se aceitar e viver uma vida de forma natural. "A pessoa que se aceita e está feliz com o que é conhece uma força enorme. Se sente com poder para ocupar espaços", pontuou.

"E o encontro com a comunidade é uma corrente bonita, a gente se sente fortalecido, cria um senso comunitário. Porque, no fundo, o que a gente mais quer é pertencer. Como homossexual, sentia que não pertencia a nenhum grupo. Todos esses corpos passam por isso. E quando passam a pertencer... É do caralho!", avaliou.

Outro ponto ideal para Pigossi é se livrar do fingimento: "Me desenvolvi tentando manter um corpo masculinizado. E acho que isso veio do trauma de não poder me assumir, foi uma maneira de me proteger. Mas, hoje, aquela sombra de 'não desliza' desapareceu".

Comentários

  1. É muito triste tanto pros pais quanto pro homem ou mulher, as crianças nascem ninguém ou é um homem ou é uma mulher, só que as criancas vai crescendo as vezes os não percebe que o filho ou filha é gay, eles ficam até constrangido mais ele aceita são filhos, só que no mundo que nos vivemos tem muitos preconceitos ,.o povo não entendam que são todos filhos de Deus, não devemos julgar e ter preconceitos, porque isso está escrito na Bíblia

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