Quem e a atriz que faz aleluia em mar do sertão
Com o espaço maior de Aleluia na trama, muita gente quer saber: quem é a atriz que interpreta a personagem?
Atriz trans!
Aleluia é vivida pela atriz Jade Sassará, uma mulher trans. Esse é o seu primeiro papel nas novelas. A artista tem 28 anos, é carioca e se dedica também a outras profissões: produtora musical, modelo e baterista.
Amante de música e teatro, ela recebeu o convite para Mar do Sertão de forma inesperada. A oportunidade aconteceu para aumentar a diversidade na trama.
Ao saber que a personagem seria voltada para a comédia, Jade teve um pouco de receio. Entretanto, decidiu assumir o desafio. “O convite me instigou. Gosto muito de me sentir desafiada. Está sendo um prazer viver a Aleluia. Dou meu tom cômico de forma gostosa e fluida”, disse ao Gshow.Além disso, ela busca ser uma inspiração e mostrar representatividade para muitas pessoas.
“A falta de referência faz a gente viver muita angústia. As referências fazem toda a diferença nesse processo do nosso imaginário, da gente imaginar o que a gente pode ser, o que a gente quer ser. Que eu possa fazer a diferença na vida de uma pessoa trans, esteja onde ela estiver”, relatou.
No Amor:
Ainda não sabemos quais são os desdobramentos para Aleluia em Mar do Sertão. Todavia, ao ganhar mais espaço na trama, ela pode até viver um romance inesperado.
A convivência com Floro rende uma série de cenas cômicas. Embora acredite que o delegado seja um embuste, quem sabe a secretária não pode se apaixonar por ele?
Por outro lado, é certo que Aleluia será o braço direito de Jessilane para recuperar seu cargo, Da mesma forma, a moça vai ajudar a prefeita a se livrar de vez de Sabá Bodó, e assim governar Canta Pedra de modo justo e honesto.
Vida pessoal:
Atriz transgênero, durante toda a sua infância e adolescência Jade viveu com poucas referências de pessoas trans. Hoje, ela comemora a sua representatividade na TV.
“Mais velha, vivi a benção e a honra de cruzar o caminho de outras travestis, de outras pessoas trans em São Paulo, quando fui morar lá. Elas foram minhas referências e alimentaram a minha coragem para me afirmar e para me reconhecer como pessoa trans.”
O momento mais importante de sua transição aconteceu há quatro anos. Jade estava morando em São Paulo e se reconhecia como uma pessoa não binaria. Usava pronome neutro e esse detalhe foi muito importante para o processo.
“Em 2020 eu comecei a usar nome feminino. Assim, tive mais uma mudança de nome. Essas transições são eternas.
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Uma das poucas coisas que eu consigo me reconhecer é na mutabilidade, na transmutação das coisas. Sinto que o processo de mudanças e transições é muito constante e muito intenso na minha vida. E isso é delicado na relação das pessoas que cobram sempre um lugar fixo, um lugar permanente.”
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